CAMPANHA NACIONAL DA VOZ AINDA VAI PRA PAU DOS FERROS E CAICÓ

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Campanha Nacional da Voz segue para o interior do estado.

A equipe de especialistas envolvida na realização da Campanha Nacional da Voz no RN já passou por Mossoró, onde promoveu uma tarde de orientações e exames gratuitos com os professores da rede estadual de ensino da cidade, no auditório do Hotel Villa Oeste.

Depois passou em Apodi com as ações de prevenção à saúde vocal da campanha, promovida pela Secretaria Estadual da Educação e da Cultura (SEEC) e Escola de Governo, com o apoio da Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) e da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABORL- CCF).

A programação segue até esta sexta-feira (20), visitando ainda as cidades de Pau dos Ferros e Caicó.

Durante a abertura oficial do evento, realizado no início desta semana, no auditório da SEEC, em Natal, a secretária estadual de educação, a professora Betania Ramalho, destacou a importância da implantação de um programa permanente para a manutenção da saúde vocal dos educadores do RN.

“Os cuidados com a voz tem que estar na agenda escolar do professor, pois ela é o seu principal instrumento de trabalho. Na maioria das vezes, por falta de informação, os profissionais só procuram um especialista, quando já estão com algum problema. E são ações simples, como essas, que trazem resultados grandiosos, porque trabalham com a prevenção”, ressaltou a secretária.

O coordenador estadual da campanha, o otorrinolaringologista Pedro Cavalcanti, destacou a satisfação em participar de ações voltadas para a saúde e qualidade de vida dos profissionais da rede de ensino pública.

“Estudei toda a minha vida em escolas públicas e dedico a minha gratidão a esses profissionais. E o que eu puder realizar, em termos de ideias e ações, faço por obrigação”, colocou o médico.

O primeiro dia de campanha seguiu com uma exposição dialogada, ministrada pela fonoaudióloga Gabriela Sóstenes, sobre o uso profissional da voz.

A especialista explicou aos professores todo o funcionamento do aparelho fonador, para finalizar com dicas sobre respiração e uso de alternativas para poupar a voz em sala de aula.

“O uso de microfones e de ferramentas pedagógicas, como um data show, pode ajudar o professor a não forçar tanto a voz. Outra questão é não tentar competir com o barulho ambiente. O professor pode se aproximar mais do aluno para falar e também fazer grupos para que os alunos fiquem mais próximos”, sugeriu.

A tarde foi marcada por uma palestra com o otorrinolaringologista Pedro Guilherme Cavalcanti sobre as causas e os tratamento dos principais distúrbios vocais.

A mobilização em Natal foi finalizada com a realização de exames de espectrografia vocal e de encaminhamentos para exames mais específicos e acompanhamento em unidades de referência da rede pública de saúde, no caso do diagnóstico de problemas nos professores atendidos.

Giselda Torres de Souza é professora há mais de 22 anos e, no momento, está afastada de sala de aula, justamente por problemas vocais.

Ela conta que a campanha foi um verdadeiro puxão de orelha para quem não estava tomando os cuidados necessários com a saúde.

“Cada vez que o médico falava, dava uma dor na consciência. Já tive fendas vocais faço e fonoterapia, mas confesso que relaxo no dia a dia. Sei que isso acontece com muitos professores. Sentimos o incômodo, mas na correria vamos deixando para depois e o problema evolui para algo mais sério”, afirmou.

Texto: Julianne Barreto e Anna Karinna Castro. Fotos: Divulgação.

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