DEPUTADOS PODEM E DISCUTEM ADMISSIBILIDADE DE CPI PARA O CASO IPEM-RN

Posted by casciano in Política | Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Leave a comment

Tratado, o assunto, ainda à nível de Mesa Diretora e do Colégio de Líderes da Assembléia Legislativa, já tem deputado estudando o Regimento Interno e analisando as condições políticas para o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI, para investigar, política e administrativamente, o caso IPEM-RN, como mais um dos possíveis caminhos para o desfecho da Operação Pecado Capital.

Parlamentares consultados admitem que há razoabilidade e oportunidade para a discussão da instalação da CPI, mas que, ainda, não se pode afirmar que haverá a condição política sine-qua-non para a sua aprovação.

Os problemas administrativos detectados pelo Ministério Público Estadual do Rio Grande do Norte, na esteira das investigações da Operação Pecado Capital, que descobriu um forte esquema de corrupção com dinheiro público e lavagem de dinheiro a partir da ação e das atitudes do ex-presidente do Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte, IPEM-RN, o advogado Richardson de Macedo Bernardo, que administrou de forma irresponsável e inconseqüente aquele órgão por 3 anos, no Governo Wilma de Faria, de 2007 até 2010, merece uma fiscalização mais apurada por parte da Assembléia Legislativa.

Afinal, cabe ao Poder Legislativo a responsabilidade pela fiscalização de todos os atos do Poder Executivo e se, da sua parte, o Poder Executivo permite brechas para que aconteçam casos como a Operação Hygia, de tempos atrás, e agora da Operação Pecado Capital, incorrem os deputados em erro, caso não investiguem melhor e mais profundamente estes acontecimentos, para, conhecendo as falhas do sistema, sugerir alterações de procedimentos administrativos que evitem o desvio do dinheiro público, como aconteceu nestes dois casos citados acima.

Não investigando, os deputados haverão de botar mais mais peso e carregar nas costas a baixa credibilidade do parlamento estadual, acrescentando mais uma pecha, que viria somar-se à muitas outras, fruto de vários processos oriundos do Ministério Público Estadual, ainda correndo no Poder Judiciário, como as mais de 400 nomeações por atos secretos.

Até agora nenhum deputado manifestou publicamente o desejo de aprofundar as investigações, como se houvesse um grande acordo para impedir que o Poder Legislativo do Rio Grande do Norte cumpra a sua obrigação de fiscalizar o Poder Executivo.

Lamentavelmente, por enquanto…

É por aí!…

PS. Se você, leitor, é favorável a uma CPI para o IPEM-RN, comente com seus amigos, peça ao seu deputado, publique, faça barulho, reivindique a transparência dos atos públicos, especialmente os que envolvem dinheiro público.

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *