ENTRE O BEM E O MAL, VERDADES E MENTIRAS

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Há dias afirmei que a internet é o lugar onde o mal se mistura com o bem. Hoje preciso acrescentar que entre o mal e o bem há mentiras e verdades. Mentiras do bem e do mal. Verdades do bem e do mal.

Nossa terra está vivendo um processo que busca, em essência, estabelecer uma nova democracia, a democracia da verdade. Mas qual verdade? A verdade dos governantes? A verdade dos parlamentares? A verdade dos julgadores? A verdade da população?

Desejamos, todos nós, acima de tudo, honestidade dos gestores públicos, dos governantes e dos políticos. Porque acreditamos que com honestidade é possível fazer uma Nação mais forte, desenvolvida e próspera dentro de uma ordem estabelecida.

E sobre a verdade, os filósofos gregos nos deixaram ótimos ensinamentos.

Platão, numa de suas obras, registra que a verdade se aplica ao objeto, depois ao sujeito e depois ao enunciado. E cita, em Cratilo: “Verdadeiro é o discurso que diz como as coisas são; falso é o que diz como elas não são”.

Para Sócrates, a verdade é a sabedoria humana. A verdade seria dos sábios, mesmo assim, seria arriscado ser sábio na verdade. E dizia: “É, em realidade, arriscado ser sábio nela: mas aqueles de quem falávamos ainda há pouco seriam sábios de uma sabedoria mais que humana, ou não sei que dizer, porque certo não a conheço.” Mesmo assim, a verdade poderia não estar com os sábios, mas com o homem comum, que acredita saber alguma coisa. Ele tem sua verdade, como eu tenho a minha verdade e você tem a sua verdade.

Aristóteles, pregava que a verdade era ligada ao ato de dizer. Portanto, não existiria verdade sem enunciado. Ele dizia que a verdade estaria no pensamento ou na linguagem, e não no ser ou na coisa. Outra premissa dele é que a medida da verdade e sua confirmação, é exterior, à própria verdade dita.

É célebre a frase dele que afirma: “Negar aquilo que é, e afirmar aquilo que não é, é falso, enquanto afirmar o que é e negar o que não é, é a verdade.”

Saindo dos gregos, Nietzsche deixou registrado que a verdade é “Um exército móvel de metáforas, de metonímias, de antropomorfismos, numa palavra, uma soma de relações humanas que foram poética e retoricamente intensificadas, transpostas e adornadas e que depois de um longo uso parecem a um povo fixas, canónicas e vinculativas: as verdades são ilusões que foram esquecidas enquanto tais, metáforas que foram gastas e que ficaram esvaziadas do seu sentido, moedas que perderam o seu cunho e que agora são consideradas, não já como moedas, mas como metal.

A verdade é formada pela cultura, a informação, a percepção e o discernimento.

E, neste momento político da pátria, cada lado tem uma verdade. São muitas alternativas para o que é de vera.

Cabe-nos, portanto, escolher o que queremos perceber como verdade.

É por aí!…

Casciano Vidal

 

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