FERNANDO CHIRIBOGA AUTOGRAFA MANGUES POTIGUARES – VIDAS E MARÉS, NA SICILIANO DO MIDWAY MALL

Posted by casciano in Cultura | Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Leave a comment

A COSERN e o fotógrafo Fernando Chiriboga convidam para o lançamento da obra “Mangues Potiguares – Vida e Marés”, que o autor autografá neste sábado, das 18 às 22 horas, na Livraria Sicialiano do Shopping Midway Mall.

Sobre o livro, escreveu o presidente da COSERN, José Roberto Bezerra de Medeiros:

“Vida e Marés,

No ano em que celebra 50 anos de desenvolvimento das atividades de distribuição de energia elétrica no Estado do Rio Grande do Norte, a COSERN, alinhada às diretrizes de responsabilidade socioambiental e à política de sustentabilidade adotada pelo Grupo Neoenergia, ao patrocinar este projeto através da Lei Estadual Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura busca incentivar a preservação da rica biodiversidade potiguar.

Os mangues do extenso e belo litoral do Rio Grande do Norte, captados pelas experientes lentes de Fernando Chiriboga, são apresentados em seu esplendor nesta obra.

As belas imagens, enriquecidas com informações sobre espécies da flora e da fauna nativas, tornam Mangues Potiguares – Vida e Marés uma obra essencial.

Paisagens esplendorosas, reveladas sob diversos ângulos, mostram as riquezas da biodiversidade e do ecossistema de zonas estuarinas potiguares como Curimataú-Cunhaú, Potengi, Ceará–Mirim, Nísia Floresta-Papeba-Guaraíra, Apodi-Mossoró, Açu e Guamaré-Galinhos.

Por meio desta obra, convidamos os leitores a conhecerem aspectos relevantes dos belíssimos manguezais potiguares, estimulando-os na formação de uma consciência de preservação ambiental tão necessária nos dias atuais.”

O artista plástico Dorian Gray Caldas, diz o seguinte:

“O Manguezal e seus sortilégios,

Temos agora, do artista, fotógrafo, documentador Fernando Chiriboga, mais uma obra de arte, mais um livro que enriquece o patrimônio dos nossos registros culturais e artísticos: o manguezal.

“Verde que te quero verde”.

Compacto e complexo com a sua biodiversidade natural, de indescritíveis atalhos, galharias densas, fauna e flora próprias da sua natureza marinha, nas reservas que proporcionam as vidas obscuras dos seus usuários: moluscos, caranguejos, peixes, camarões.

O sustento e a sobrevivência, o social e o comércio na reserva do seu criatório.

Fernando Chiriboga, com sua larga competência, registra, documenta, revela e enobrece esta biosfera marítima com seus ensaios fotográficos, com seu olho de poeta à semelhança de Saint-John Perse, o escritor do mar.

Fernando Chiriboga conhece os sortilégios marinhos da nossa costa atlântica: Curimataú, Cunhaú, Potengi, Papeba, Guaraíra, Apodí, Guamaré, Galinhos.

A vida de nossas marés.

Fernando Chiriboga, com a sensibilidade que Deus lhe deu, fez também a redescoberta de nossas matas potiguares, seus encantos e complexidades, o Seridó e o Sertão de outros tempos e outros ancestrais, que nos olham do retrato.

“Como dói”.

As ondas e os ventos, as caiçaras dos rios gerais.

Sítios arqueológicos, inscrições rupestres, a mão dos nossos antepassados, presença humana apontando para o futuro, o sangue ingênito da seta do guerreiro, a vida virtual que veio de longe, como um registro de aviso do Eclesiastes; a temporalidade humana.

Esse andino de voos altos, asas de albatroz, faz o difícil resgate, vontadoso e independente, viajando e interagindo, documentando e redescobrindo velhas tradições de nossas particularíssimas idiossincrasias.

Margeando nosso litoral, diante destes jardins de manguezais do Atlântico nos permite a certeza da permanente eleição do seu talento.”

E Leila Medeiros de Chiriboga, afirma:

“É preciso protegê-los, respeitá-los, preservá-los…

Mangues.

Árvores da família das rizoforáceas que compõem a vegetação natural da floresta de manguezal, nativas de regiões tropicais das Américas, da África e da Ásia, em áreas alagadas pelas marés.

Em suas copas, muitas espécies de aves nidificam, procriam, alimentam-se, descansam.

São garças, socós, martins-pescadores, bem-te-vis, maçaricos…

As árvores de mangue ocupam os ambientes aquáticos costeiros de estuários, lagoas e lagos, nas faixas entre marés, e determinam uma dinâmica de fixação de sedimentos com alto percentual de matéria orgânica.

O manguezal é, portanto, uma comunidade altamente produtiva, um dos ecossistemas mais biodiversos do planeta, onde se aloja um grande número de espécies de seres vivos.

Considerado berçário da vida marinha, esse bioma de incomparável beleza é um verdadeiro santuário ecológico para a reprodução de centenas de espécies de vida aquática.

O manguezal garante-lhes alimento, proteção, condições de reprodução e crescimento, e é fonte de subsistência para inúmeras famílias de pescadores e marisqueiros, que catam espécies como caranguejos, sururus, siris, ostras e aratus.

Os mangues contribuem para a sobrevivência de répteis e mamíferos, muitos deles integrantes das listas de espécies ameaçadas de extinção.

No Brasil, em toda a sua extensão, do Amapá a Santa Catarina, o manguezal constitui Área de Preservação Permanente (APP).

Em solo brasileiro encontra-se a segunda maior área de mangue do mundo.

Oitenta por cento estão no Nordeste.

Contudo, apesar de protegido por lei, o ecossistema manguezal vem sendo devastado.

Nos últimos anos, os manguezais brasileiros têm diminuído de forma significativa e alarmante.

Ao longo do litoral potiguar, as florestas de manguezal distribuem-se em sete principais zonas estuarinas: Curimataú/Cunhaú, Nísia Floresta/Papeba/Guaraíra, Potengi, Ceará-Mirim, Guamaré/Galinhos, Açu e Apodi/Mossoró, além dos estuários pequenos como os dos rios Maxaranguape, Pirangi, Catu, Jundiaí, Guarapes e Camaragibe.

O Rio Grande do Norte é um dos estados do Nordeste com o maior índice de destruição desse bioma de valor inestimável.

Os principais impactos ambientais identificados estão relacionados ao desmatamento dos mangues, à poluição dos estuários e lagoas e às atividades econômicas desenvolvidas na região.

É certo que tais atividades são muito importantes para a economia e o desenvolvimento locais, pois são geradoras de emprego e renda.

Mas é imprescindível que sejam realizadas de forma responsável, através de tecnologias sustentáveis, que garantam a preservação e a qualidade dos recursos ambientais, sendo também necessário que se promova a revitalização das áreas já degradadas.

Neste livro, Fernando Chiriboga busca retratar prioritariamente áreas ainda preservadas do manguezal potiguar.

A beleza dos locais fotografados surpreende e emociona.

E é essa a sua intenção: emocionar, revelar, sensibilizar, ressaltar a importância da preservação dos bosques de mangues remanescentes enquanto ainda há tempo.

Em sua riquíssima biodiversidade, os mangues nos dão vida, sustento, equilíbrio.

Em justo reconhecimento, precisamos protegê-los, respeitá-los, preservá-los.

Pelo bem de nós mesmos.”

Fotógrafo, nascido nos Andes equatorianos em 1961, Fernando Chiriboga veio para o Brasil em 1985, mais precisamente para Natal, onde reside até hoje.

Dedicou-se inicialmente à pintura, mas foi na fotografia que encontrou sua identidade artística.

Apaixonado pela natureza e por aventura, nos últimos anos vem percorrendo o Rio Grande do Norte, revelando imagens da terra que tão calorosamente o acolheu.

Do mesmo autor, estão publicados: • Matas Potiguares – Natureza e Surrealismo / • Praias e Dunas – Rio Grande do Norte / • Seridó – Paisagens de um Sertão Encantado / • De Ondas e Ventos – Potiguares na Imensidão do Mar / • Natal – Luzes da Cidade / • Serras Potiguares – Terras do Alto Oeste / • Paisagens – Rio Grande do Norte – Litoral Potiguar.

Texto: Karine Severo Teixeira.

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