FESTA DO BODE VAI MOVIMENTAR 3 MILHÕES DE REAIS EM NEGÓCIOS

Posted by casciano in Economia | Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Leave a comment

As cifras serão geradas na Festa do Bode, que acontece de hoje até o dia 7, em Mossoró, com o apoio do Sebrae.

A instuição espera realizar mais de 50 atendimentos no Bode Movél, um laboratório itinerante.

Uma iguaria à mesa quando consumido em forma de queijo, leite ou mesmo carne, o bode é a cara do semiárido nordestino, resistindo ao calor da região e lutando pela sobrevivência assim como o sertanejo.

No Rio Grande do Norte, a valorização de caprinos vai além da gastronomia regional.

O animal é visto por pequenos criadores como um sinal de bons negócios quando Mossoró (a 285 quilômetros de Natal) vira a Capital do Bode devido à Festa do Bode.

Atualmente, o Nordeste responde por 94% do rebanho caprino do Brasil.

A Festa do Bode chega a 13ª edição, começa na próxima quinta-feira (4) e, pelos cálculos da organização, deve gerar um volume superior a R$ 3 milhões em negócios para produtores rurais devido aos leilões e à comercialização de ovelhas, carneiros, bodes e cabras.

O Sebrae participará da festa com uma unidade do Bode Móvel, uma espécie de laboratório itinerante que disponibiliza uma série de exames e oferece ao criador a oportunidade de verificar a saúde de ovelhas e cabras.

A expectativa é realizar ao menos 50 atendimentos durante os quatro dias do evento.

A equipe do Sebrae também prestará orientações técnicas para ajudar na escolha dos animais comercializados no Mercado do Bode.

Além disso, oferecerá informações sobre os manejos alimentar, nutricional, sanitário e reprodutivo de caprinos e ovinos, através do plantão veterinário.

O Sebrae é um dos parceiros da Associação Norte-rio-grandense de Criadores (Anorc) na realização da Festa do Bode.

O evento que recebe produtores de diversas regiões potiguares e de estados vizinhos, atraídos pela programação.

Além de leilões e exposição de animais, serão realizados torneios leiteiros, desfiles de animais e shows artísticos.

Na parte técnica, são feitas demonstrações e ciclo de palestras.

A atenção do Sebrae à atividade tem fundamento.

Atualmente, o Rio Grande do Norte possui quinto maior rebanho do país com quase um milhão de cabeças de caprinos e ovinos, a maior parte concentrada nos municípios localizados na Chapada do Apodi, como Apodi, Caraúbas e Felipe Guerra.

Os esforços do Sebrae-RN são para fortalecer a cadeia produtiva no Estado e amenizar o problema dos abatimentos informais, o que não dá garantias de procedência ao consumidor.

“Hoje, quase 90% dos cortes feitos no Rio Grande do Norte são feitos irregularmente. Por isso, oferecemos capacitação aos produtores rurais e, paralelamente, incentivamos a produção de leite, já que é uma atividade promissora e possível de ser mensurada”, explica um dos gestores do projeto Aprisco do Sebrae, Vamberto Torres.

A obtenção de leite de cabra posiciona o Rio Grande do Norte como o segundo maior produtor nacional, ficando a trás apenas da Paraíba.

Diariamente, a bacia potiguar põe no mercado 12 mil litros de leite de cabra, produção que tem mercado garantido, uma parte usada na fabricação de queijos, especialmente o frescal.

Grande parte dessa produção fica dentro do Estado, já que a maior indústria compradora de leite de cabra do Brasil é a Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos do Sertão do Cabugi (ACOSC), instalada no município de Lajes (RN).

Desde 2005, o Sebrae-RN aposta na qualificação dos pequenos criadores para expansão da atividade no Estado através de projetos de apoios ao produtor rural.

O principal deles é o Aprisco, que atende a 800 criadores de cidades situadas nas regiões Oeste, Sertão Cabugi, Seridó e Trairi.

“O nosso foco são as ações de capacitação, difusão de novas tecnologias e acesso a mercados”, ressalta Vamberto Torres.

Já o projeto Bioma da Caatinga possui características mais estruturantes, promovendo a organização social dos produtores em cooperativas e associações.

Desenvolvido em praticamente todos os estados nordestinos, o projeto tem a parceria da Fundação Banco do Brasil e oferece também orientação técnica aos pequenos produtores.

Com Sandra Monteiro.

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