LUIZ LACERDA DESTACA IMPORTÂNCIA DO ANUÁRIO DO EMPREGO, TRABALHO E RENDA

Posted by casciano in Economia | Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Leave a comment

Estado tem 575 mil trabalhadores formais, homens são maioria e PEA chega a 1.635.000 pessoas, segundo Anuário do Emprego.

O quarto anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) foi lançado no Rio Grande do Norte na manhã dessa quarta-feira (23.11) durante a reunião do Conselho Estadual do Emprego (Cesem).

O evento, que aconteceu na sede da Fecomércio, foi conduzido pelo Presidente do Cesem e vice-presidente da Fecomércio, Luiz Lacerda.

“O anuário é de suma importância para o empresariado norte-riograndense, pois ele norteia os caminhos sobre onde e como investir na qualificação profissional, que ainda é um ponto muito discutido na hora da contratação pessoal”, afirma Lacerda, que ainda ressalta: “além disso, o anuário tem o propósito de difundir os dados pesquisados de forma a serem utilizados pelo atores também no setor governamental, fomentando políticas públicas”, finaliza.

O levantamento é dividido em seis tópicos: Mercado de Trabalho, Intermediação de Mão de Obra, Seguro-desemprego, Qualificação Profissional, Economia Solidária e Juventude.

De acordo com os dados do anuário no quesito “Mercado de Trabalho”, no Rio Grande do Norte, comparado com os anos anteriores, a taxa da população masculina com algum tipo de ocupação ainda é maioria: São 893 mil homens trabalhando contra 580 mil mulheres.

Na taxa de desocupados a proporção é mantida: 12,8% da população feminina está inapta enquanto o quantitativo masculino é de 7,9%.

Com relação aos empregos formais, o RN gerou 1,3% das ofertas brasileiras, com o
total de 575.026 novos cargos, onde 58% da contratação foi da população masculina e 42% da feminina.

Na distribuição dos empregos formais por setor de atividade no nordeste, o comércio gerou 17,6% da ocupação profissional brasileira.

A população Economicamente Ativa do RN atingiu, em 2009, 1,635 milhão de pessoas.

O segundo capítulo do anuário versa sobre “Intermediação de Mão de Obra”.

Nessa etapa, são avaliados os indicadores sobre intermediação pública de mão de obra, nesse caso os cargos apresentados pelo Sine.

Segundo as informações da pesquisa, no Rio Grande do Norte em 2009 foram inscritos 65.705 pessoas e em 2010, esse número caiu para 61.210, onde 54,5% das inscrições foram de homens e 45,5% de mulheres.

Em 2010, de todos os cadastrados, 4.568 pessoas indicadas pelo Sine conseguiram emprego.

O terceiro módulo divulga números sobre o “Seguro-desemprego”.

Em 2010, 93.670 potiguares requereram o benefício, um número que alarmou o Superintendente Regional do Ministério do Trabalho, Jonny Costa:

“Esse é um dado que deixa em alerta tanto o Ministério do Trabalho quanto o governo do estado, pois significa que muitos norte-riograndenses estão desempregos e esse é um custo muito alto para o poder público. Como forma de remediar a situação, elaboramos um sistema onde o perfil do desempregado é confrontado com as vagas ofertadas, onde se um for compatível com o outro, a pessoa é convidada à voltar para o mercado de trabalho. Cada trabalhador tem direito a negar por duas vezes a solicitação. Na terceira tentativa se ele não aceitar, o benefício é cortado”, explica.

No quarto quesito, denominado “Qualificação Social e Profissional”, no RN a taxa de freqüência de dez anos ou mais em cursos de qualificação profissional, representam 24% da População em Idade Ativa (PIA), 28,8% da População Economicamente Ativa (PEA), 28,2% dos ocupados e 36% dos desocupados.

O penúltimo capítulo intitulado “Economia Solidária”, exclusivamente nesse anuário não trata propriamente sobre o tema, “o nome do livro foi mantido pois como esse é um anuário, ficaria complicado modificar, contudo o conteúdo dele não é o mesmo dos outros anos, uma vez que a base de dados do Sistema Nacional de Informações sobre Economia Solidária (Sies) não foi atualizada.

Por isso, excepcionalmente esse ano nós estamos lançando o módulo “Economia Solidária“ com ênfase na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), analisando estabelecimentos cuja natureza é cooperativista”, explica a representante do Dieese, Virgínia Lopes.

Entre os anos de 2006 e 2010, o número de cooperativas variou 7,4% no estado, onde o número final no último ano analisado foi fechado em um total de 275 cooperativas atuantes no Rio Grande do Norte.

O último e mais novo tema pesquisado pelo Dieese foi sobre a “Juventude”.

O objetivo do capítulo é apresentar uma seleção de indicadores sobre a inserção dos jovens no mercado de trabalho, a escolaridade e indicadores de políticas públicas voltadas para os jovens.

Nesse quesito, a população sorte-riograndense entre 16 e 29 anos são de 867 mil pessoas, onde apenas 50,5% são assalariadas.

Desse montante, 16,4% dos jovens estudam e trabalham, 53,1% só trabalham, 14% só estudam e 16,4% não estudam e nem trabalham.

Participaram do evento, além do Presidente da Cesem, do Superintendente Regional do Ministério do Trabalho e da representante do Dieese, o Subsecretário da Secretaria de Trabalho e Ação Social do estado, Antoir Mendes, representantes das prefeituras de Natal, Parnamirim e Extremoz, da Secretaria Estadual de Educação, da assembléia legislativa, do conselho regional de administração, da Federação dos Trabalhadores da Indústria e de movimentos sindicais.

OUTROS DADOS INTERESSANTES

– A MAIORIA DA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA DO RN ESTÁ NA FAIXA DOS 30 AOS 49 ANOS (ELAS SOMAM 720 MIL PESSOAS).

– A TAXA DE DESEMPREGO MÉDIA NO RN EM 2009 ERA DE 9,9%, ACIMA DA MÉDIA NACIONAL QUE ERA DE 8,8%.

– DESTES DESEMPREGADOS, A MAIOR TAXA ESTAVA ENTRE AS PESSOAS NA FAIXA ETÁRIA DOS 15 AOS 19 ANOS: 24,5%, O QUE MOSTRA A DIFICULDADE DE OBTENÇÃO DO PRIMEIRO EMPREGO.

– EM 2010, O SETOR QUE MAIS EMPREGAVA PESSOAS NO PAÍS ERA O DE SERVIÇOS (53,7%), SEGUIDO PELO DE COMÉRCIO (16,4%) E PELO DA INDÚSTRIA (15,4%). NÃO HÁ DADOS ESPECÍFICOS PARA O RN NESTA ESTRATIFICAÇÃO.

Texto: Luciano Kleiber.

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