NITRINI: A JUSTIÇA MAIS PERTO DO CIDADÃO

Posted by casciano in Comportamento, Educação, Pessoas | Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Leave a comment

Publicada originalmente (texto e foto) no blog Dicas Pra Valer (http://www.dicaspravaler.com.br/2011/12/nitrini-a-justica-mais-perto-do-cidadao/), a entrevista com o defensor público do Estado de São Paulo, Rodrigo Nitrini, que vale a pena ser lida por quem é estudante de direito ou pretende estudar direito.

Leia a entrevista, cujo título é:

“NITRINI: A JUSTIÇA MAIS PERTO DO CIDADÃO

Muitos jovens escolhem o curso de Direito de olho nos gordos honorários que um advogado pode receber ao ganhar uma causa de alto valor ou ao representar os interesses de grandes empresas na Justiça.

Já os que preferem a estabilidade no emprego e uma boa aposentadoria geralmente aspiram seguir a carreira de juiz.

Mas a opção de Rodrigo Nitrini, 29 anos, foi outra: defender os direitos de quem não tem dinheiro suficiente para pagar os serviços de um advogado.

Nitrini formou-se bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 2004.

Procurou fazer estágio, experimentar várias possibilidades de trabalho e optou por prestar concurso para defensor público.

Atualmente, integra a equipe de 500 profissionais da Defensoria Pública de São Paulo, órgão mantido pelo governo do Estado que presta assistência jurídica gratuita a pessoas com renda familiar de até três salários mínimos. Veja a seguir um pouco da trajetória do nosso entrevistado.

DP – Por que você escolheu cursar Direito?

Nitrini – Quando eu tinha 17 anos, optei por Direito por achar que seria um curso que me abriria um leque amplo de opções profissionais e acadêmicas. Ainda acho que é um curso que permite à pessoa avaliar várias opções, nas áreas pública e privada. Também fiz um ano de Ciências Sociais na USP, quando cursava o terceiro ano de Direito, porque gostava de estudar ciência política. Fiz também um ano e meio de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero quando estava no quinto ano. O Direito prevaleceu.

DP – O que você fez para conseguir seu primeiro emprego na área?

Nitrini – Entrei cedo na faculdade. Comecei a fazer estágio voluntário no segundo ano, no Ministério Público. Trabalhei na Promotoria do Consumidor e na área criminal da Justiça Federal, foi um bela escola. Depois, fui para escritórios de advocacia e órgãos públicos. Também investi bastante em outros cursos.

DP – Por que você escolheu ser defensor público?

Nitrini – Não me decidi durante o curso sobre o que iria fazer. Primeiro, busquei ter experiências várias em estágios. Depois que me formei, foi criada a Defensoria Pública em São Paulo. Eu me interessava pelo perfil da instituição e resolvi prestar o concurso público. A Defensoria é interessante porque ainda é uma instituição jovem e tem o perfil de buscar mudar a Justiça, que ainda é bastante distante da população.

DP – Quais as dificuldades de passar em um concurso concorrido, como o de defensor público?

Nitrini – Prestei o primeiro concurso para a Defensoria Pública de São Paulo. Havia 12 mil candidatos para apenas 300 cargos. Logo, para passar, foi necessário estudar bastante. Fiz cursos preparatórios e estudava todos os dias. O concurso foi longo: começou em outubro de 2006 com uma prova teste, depois teve o exame escrito e terminou em abril de 2007, com a prova oral.

DP – Como tem sido seu trabalho na Defensoria?

Nitrini – Estou na Defensoria desde 2007, atuando principalmente no Fórum Criminal. É um trabalho emocionante, apesar de as pessoas terem muito preconceito. Acontecem muitos absurdos, como inocente preso, viciado tratado como traficante, condenação por preconceito, pessoa presa porque teve o documento furtado e não consegue provar que não foi ela que cometeu o crime. Ao mesmo tempo, tem muita gente séria e competente procurando fazer o melhor que pode. É um trabalho que muda a visão de quem está distante do sistema penal.

DP – O que você aconselha aos estudantes de Direito que desejam ter uma carreira bem-sucedida?

Nitrini – Acho que o Direito é um curso bacana porque possibilita ter trabalhos e cargos com bastante alcance prático. Na área pública, é possível ser bem remunerado e ter a satisfação de prestar um serviço de qualidade às pessoas. Acho que os estudantes devem aproveitar o tempo de faculdade para diversificar essas experiências e, depois de formados, tomarem uma decisão sobre qual caminho querem seguir.

Boa, essa entrevista do Defensor Público Rodrigo Nitrini.

Parabéns!…

É por aí!…

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