O AMOR – POESIA FUTURISTA – OSWALD DE ANDRADE

Posted by casciano in Poesia | Tagged , | 6 Comments

O AMOR – Poesia futurista

Oswald de Andrade

 

A Dona Branca Clara

 

Tome-se duas dúzias de beijocas

Acrescente-se uma dose de manteiga do Desejo

Adicione-se três gramas de polvilho de Ciúme

Deite-se quatro colheres de açucar da Melancolia

Coloque-se dois ovos

Agite-se com o braço da Fatalidade

E dê de duas em duas horas marcadas

No relógio de um ponteiro só!

6 Responses to O AMOR – POESIA FUTURISTA – OSWALD DE ANDRADE

  1. Meline says:

    Essa poesia me ajudou muito. Obrigada!!!

  2. Katayama says:

    Eu fico me perguntando agora… ajudou como? A cozinhar? rs

  3. Matheus Gomes says:

    Eu digo , esse poema não é futurista , eu sinto meu eu dentro desse poema , me traz sentimentos e ao mesmo tempo , faz sentido , com um tempo presente e não moderno , esse poema é um poema da epoca do cubismo !

  4. WELBER says:

    GOSTEI MUUITO….É IMPORTANTE CULTIVARMOS O AMOR A TODO TEMPO!NÃO SOMOS NADA SEM ELE.VALEU OSWALD…

  5. yara says:

    Alguém poderia fazer a contagem das sílabas poéticasdeste poema.
    Desde já agradeço.

  6. Como disse Matheus Gomes, esse poema não é futurista – embora assim esteja nomeado (não devemos confiar demais nos artistas, especialmente os poetas). Ele não fragmenta o discurso através da destruição da sintaxe, usando palavras e imagens soltas/desconbexas, com verbos no infinitivo. Também não tematiza a velociade do mundo moderno, industrial, tecnológico. Está mais para um poema piada que faz humor justamente ironizando a ideia d eum amor futurista, pois não há nada de hipermoderno em uma receita de bolo para a definição do mesmo.

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