PRESOS DA OPERAÇÃO PECADO CAPITAL SÃO PODEROSOS E PODEM TER AFASTADO DELEGADO

Posted by casciano in Notas | Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Leave a comment

De acordo com o noticiário até agora divulgado, os presos são poderosos e têm influência na sociedade e no governo.

Podem ter usado o poder das suas relações pessoais ou profissionais até para barrar uma investigação comandada pelo delegado Matias Laurentino, conseguindo a exoneração da autoridade policial, que havia sido nomeada como delegado adjunto da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot).

Matias Laurentino ficou apenas 23 dias no cargo.

Caiu quando começou a investigar crimes administrativos que poderiam ter sido cometidos no IPEM-RN.

Isso é o que se deduz das gravações das interceptações telefônicas feitas à pedido do Ministério Público.

No dia 28 de março, às 21h05, houve uma conversa entre Richardson e Daniel.

Mostravam-se indignados com as informações que o delegado já havia conseguido, sobre a concessão de diárias no IPEM.

“É só dizer que não tem [a lista com os nomes das pessoas que recebiam as diárias]. Como foi que esse FDP pegou isso aí? Que bicho FDP esse Delegado”, disse Rychardson a Daniel.

Falando sobre o delegado, ele afirma: “Agora é tentar tirar esse doido daí, que ele acanalhou tudo esse Matias”.

O delegado que era adjunto, foi promovido para titular, mudando da Deicot para a Delegacia de Proteção ao Idosos (Depi).

Noutra gravação das conversas telefônicas (dia 2 de abril às 14h04min), Rhandson, o irmão, ligou pra Richardson e disse:

“Você, já viu na internet? Saiu já! Mas não é a pessoa que você pensava que entrou”.

Fica a pergunta:

– Quem era a pessoa que Richardson pensava que iria entrar?

O então Delegado Geral de Polícia Civil (Degepol), Ronaldo Gomes de Moraes, foi quem assinou a nomeação e a exoneração de Matias Laurentino.

O novo delegado da Degepol, Fábio Rogério, provavelmente deverá adotar providências para apurar esse tipo de informação para descobrir o que realmente aconteceu.

Na petição do Ministério Público Estadual, há uma situação que põe em cheque a eficiência da Polícia Civil. Diz o seguinte: “a dispensa do DPC MATIAS LAURENTINO da DEICOT reforça a fragilidade de nossa Polícia Civil para investigar os crimes contra a Administração Pública. Pelos diálogos pode se afirmar com convicção que o delegado foi dispensado, em virtude de tráfico de influência dos investigados que fazem parte da organização criminosa, quais sejam, RYCHARDSON DE MACÊDO BERNARDO, DANIEL VALE BEZERRA e RHANDSON ROSÁRIO DE MACEDO BERNARDO para que o delegado não conseguisse descobrir os atos criminosos cometidos no IPEM pelos investigados”.

Ocorre que a ação do Ministério Público também está baseada em tudo o que foi investigado pela Polícia Civil, que inclusive ouviu funcionários do Ipem sobre o recebimento de diárias e a posterior entrega do dinheiro ao empresário Rhandson, conforme consta no inquérito publicado no site http://www.mp.rn.gov.br.

Está nas mãos do delegado Fábio Rogério a decisão de abrir procedimentos de investigação internos, descobrir o que está acontecendo ou o que aconteceu, e informar à opinião pública.

Ficou a impressão de que poderia ter havido, em algum momento, alguma interferência externa no trabalho profissional da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

É por aí!…

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