SAÚDE PÚBLICA TRABALHA REEDUCAÇÃO DE FUMANTES PARA REDUZIR TABAGISMO

Posted by casciano in Comportamento | Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Leave a comment

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) está trabalhando para a redução do tabagismo no Rio Grande do Norte, capacitando profissionais com o curso “Tratamento do Fumante na Rede SUS” e mantendo grupos de prevenção e tratamento de fumantes.

Ao todo, são seis grupos, três já formados e três em formação, um trabalho que é realizado em parceria com as secretarias municipais de saúde do RN e com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O objetivo é vencer o desafio de reduzir a proporção da população adulta fumante do estado que, de 2009 para 2010 aumentou de 13,1% para 13,4%.

De acordo com a técnica do Programa Estadual de Controle do Tabagismo, Severina Pereira de Oliveira, a Sesap tem se preocupado em capacitar profissionais de Saúde do Estado para atuar nessa área, envolvendo servidores das secretarias municipais de saúde, hospitais, Centros de Atenção Psicossocial e Equipes de Estratégia de Saúde da Família do RN.

“O primeiro curso capacitou 150 servidores, contribuindo para aumentar qualitativa e quantitativamente a capacidade das unidades de saúde para realizar o tratamento do fumante”, disse ela.

Em Natal existem três unidades de tratamento, no Hospital Universitário Onofre Lopes, Pirangi e Soledade I.

Já os grupos em formação são na Unidade de Saúde de Mirassol, Hospital Colônia e Hospital Giselda Trigueiro.

De acordo com a pesquisa “Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico” (Vigitel), divulgada pelo Ministério da Saúde, em 2011, a proporção da população adulta fumante de Natal aumentou de 13,1%, em 2009, para 13,4%, em 2010.

O aumento foi maior na população masculina (18%) do que na feminina (9,5%).

Já na população entre 12 e 16 anos, esse número cai para 10%.

Entre os natalenses,  5,7% da população fumam mais de 20 cigarros por dia e, no município, o percentual de fumantes passivos por domicílio corresponde a 14,3%.

Segundo Severina Oliveira, a demanda de pessoas buscando o tratamento anti-tabagismo ainda é muito grande.

“É longa a fila de espera à procura de um grupo de apoio para deixar o vício do cigarro. O ideal é que toda unidade saúde tivesse um trabalho desses que tem atraído muita gente porque 90% do tratamento é feito sem o uso de remédios”, disse Severina.

Texto: Kelly Barros.

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *