SISTEMA FECOMÉRCIO PROMOVE CAFÉ DA MANHÃ PELOS 100 ANOS DO ALECRIM

Posted by casciano in Cidades, Economia | Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Leave a comment

Evento faz parte do conjunto de comemorações em homenagem ao bairro da capital que sempre foi sinônimo de comércio.

O bairro do Alecrim, referência do comércio para os natalenses, completa amanhã, dia 23 de outubro, cem anos de existência.

Para comemorar essa data tão especial, o Sistema Fecomércio RN/Sesc/Senac/IPDC irá oferecer um café da manhã às 8h deste sábado, dia 22.10, para autoridades do estado e do município, entidades parceiras e comerciantes locais, na sede da Federação do Comércio (Av. Alexandrino de Alencar, 562).

O café é um dos eventos da programação em homenagem ao bairro que foi montada por diversas entidades empresariais e poderes públicos.

Em parceria com o Sistema Fecomércio RN, a Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba), dará continuidade aos festejos, promovendo após o café da manhã, um ato ecumênico no largo do relógio do Alecrim (localizado no cruzamento da Rua Amaro Barreto com a Av. Presidente Bandeira).

Após a cerimônia, acontecerão shows no local.

O símbolo principal do bairro, o relógio do Alecrim foi inaugurado há 43 anos, e agora para comemorar o centenário do conhecido ponto comercial, o Rotary Club Alecrim presenteia moradores, comerciantes e a clientela local com um novo relógio, que será inaugurado às 18h do dia 21.10.

O antigo relógio será doado para o memorial do Alecrim, uma iniciativa da prefeitura de Natal ainda em fase de desenvolvimento.

Não há dados confirmados sobre o surgimento do nome “Alecrim”.

Muitas são as histórias contadas pelos antigos moradores.

Contudo, ao certo se sabe que bem como a maioria dos bairros de Natal, o Alecrim surgiu como uma vila, que aos poucos foi agregando cada vez mais moradores e, com o seu rápido desenvolvimento, foi oficializado como bairro no dia 23 de outubro de 1911.

Um dos bairros mais conhecidos da capital norte rio-grandense, o Alecrim já foi um grande ponto de referência não só do comércio, mas também da cultura potiguar, pois já foi palco de apresentações de artistas de renome nacional que se apresentaram no Teatro Sandoval Wanderley.

Além disso, o bairro teve muitos filmes exibidos nos seus (atualmente inexistentes) cinco cinemas.

Atualmente, atuam no bairro 60 mil comerciantes, que empregam 50 mil trabalhadores.

Os estabelecimentos do bairro arrecadam mensalmente 70 milhões de reais em ICMS e por suas ruas e lojas circulam cerca de 3 milhões de pessoas por mês.

“O Alecrim está em constante desenvolvimento. Ele já ultrapassou seus limites geográficos e agora alguns estabelecimentos daqui se localizam em bairros próximos como Quintas, Lagoa Seca e Barro Vermelho. Isso só mostra que, diferentemente do que as pessoas pensam, o Alecrim não perdeu com a chegada dos shoppings centers, pois ele continua crescendo”, afirma o empresário, proprietário da Casa Sarmento, Derneval Sá, que continua:…

… “A clientela do bairro é muito fiel, pessoas de várias classes sociais vêm comprar aqui ou consumir algum serviço. A prova disso é que o número do fechamento de estabelecimentos comerciais é zero. Alguns proprietários transferem seu comércio para outra rua, mas não deixam o Alecrim”.

Uma pouco do crescimento e da renovação do bairro pode ser visto através do site www.comprenoalecrim.com.br, uma iniciativa dos comerciantes locais para expandir os negócios, atrair mais clientes e divulgar o comércio local.

E, para quem só lembra do Alecrim como ponto de comércio, vale salientar que o número de moradores voltou a crescer no bairro nos últimos anos.

Cada vez mais condomínios estão sendo construídos no local e as pessoas de todas as classes sociais voltaram a ter apreço por morar na região.

Para Denerval Sá, esse fenômeno vem acontecendo pois “muitas pessoas trabalham ou estudam no Alecrim. Aqui nós temos muitas escolas públicas e privadas, faculdades, supermercados e vários tipos e postos de trabalho. Com o trânsito cada vez mais caótico, os natalenses resolveram voltar a morar perto desses locais”.

Derneval explica ainda que há 20 anos ele luta para que as autoridades locais olhem para o Alecrim com mais atenção:

“Nós precisamos de serviços básicos, como estruturação das calçadas, policiamento, saneamento, mais iluminação nas ruas por exemplo. Alguns problemas sempre vão existir, mas nós queremos os subsídios básicos para que o bairro continue se desenvolvendo”.

O Alecrim, localizado na Zona Leste de Natal, é um dos poucos centros comerciais de rua do Brasil, pois muitos estabelecimentos desse tipo no país terminaram morrendo justamente com migração de suas lojas para os os shoppings centers.

Contudo, para os natalenses o bairro ainda é um ponto comercial muito forte, em primeiro lugar por ser um local de fácil acesso, já que existem quarenta linhas de ônibus que vêm de todos os pontos do município.

Além disso, diversos segmentos do comércio existem no local, também com os mais variados tipos de serviços, como salões de beleza, agências bancárias e oficinas mecânicas, tudo com os mais diferentes preços, por isso ainda é importante pesquisar antes de comprar.

Entretanto para fazer essa pesquisa a recomendação é andar a pé, uma vez que uma das deficiências do bairro é a falta de estacionamentos.

Denerval Sá explica que a Aeba tem um projeto para que a clientela coloque seus carros em um estacionamento privativo e que sejam deslocados para seus destinos através de um microônibus:

“Esse projeto é extremamente viável só que mais uma vez esbarramos na burocracia do poder público. Precisamos de incentivo para que o projeto seja desenvolvido”, afirma o empresário.

Outra luta dos comerciantes locais é para atrair turistas para o Alecrim, uma vez que as pessoas que freqüentam o bairro são apenas moradores da cidade.

A Aeba também tenta viabilizar com a prefeitura, uma forma de divulgação do comércio local, para que com o advento da Copa do Mundo de 2014, o Alecrim seja apresentado para mundo como um dos poucos comércios de rua do Brasil, que ainda resiste ao tempo, à concorrência dos shoppings centers e que abriga todos os tipos de comércios e serviços que a população necessita.

Texto: Luciano Kleiber.

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