TELEMEDICINA PARA AGILIZAR O ATENDIMENTO CARDIOLÓGICO

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Telemedicina possui 198 pontos de atendimento no RN.

O Rio Grande do Norte, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), é o primeiro Estado do País a implantar, como política pública, o Programa de Telemedicina, pelo qual exames e atendimento são feitos por telefonia fixa, celular ou internet.

O sistema atual está em funcionamento há quatro meses.

A Sesap implantou o Programa de Telemedicina em todos os 167 municípios do Estado, nos quais cardiologistas prestam teleconsultas, por meio virtual, e fazem diagnósticos através de eletrocardiogramas.

Ao todo, são 238 aparelhos de telecardiologia.

A Telemedicina representa um grande avanço na assistência cardiológica do Estado, contabilizando resultados positivos tanto para os usuários como para o Sistema Único de Saúde.

O Projeto de Telemedicina foi aprovado pelo Ministério da Saúde em convênio com a Secretaria de Saúde do Estado.

Como é impossível ter um cardiologista em cada município do Estado, e o eletrocardiograma, geralmente, precisa de um cardiologista para ser interpretado, a Telemedicina é um suporte importante para cobrir locais sem a presença desse profissional.

O equipamento portátil registra um eletrocardiograma com 12 derivações (convencional) simultâneas.

Segundo o Coordenador do Programa de Telemedicina da Sesap, Carlos Eduardo de Albuquerque Costa, um aditivo contratual vai possibilitar a aquisição de mais 60 aparelhos, que serão implantados em Unidades de Estratégia de Saúde da Família.

“Iremos priorizar as áreas rurais, e nos locais onde não há telefonia fixa iremos utilizar o sinal de telefonia móvel”, explica.

Estão sendo realizados 300 eletrocardiogramas por dia pelo programa, totalizando nove mil procedimentos por mês no Estado.

O sistema funciona 24 horas em todos os dias da semana.

Somente no mês de fevereiro o programa de Telemedicina do RN atendeu mais de 5 mil usuários em 198 pontos de atendimentos da Rede SUS. “Além da assistência à saúde, o custo é baixo”, diz o coordenador.

Ele explica que o Programa funciona de forma simples.

“Basta uma linha telefônica convencional ou aparelho celular para enviar o exame por meio de sinais sonoros a uma Central de Telemedicina.

A Central decodifica a transmissão gravada em um banco de dados (prontuário eletrônico).

Imediatamente, a equipe médica de plantão analisa o eletrocardiograma enviado pelo médico em qualquer parte do RN e faz o laudo, em média, dentro de cinco minutos.

O diagnóstico é enviado ao local de origem do eletrocardiógrafo digital, imediatamente, via fax, ou até pela internet.

Se o caso for de emergência, os cardiologistas de plantão entram em contato imediato com o médico que passou o exame para orientar nos primeiros procedimentos a serem tomados”.

Através do acionamento de um bip, é possível saber em quantos minutos a Central fez o laudo.

A Sesap faz o acompanhamento dos pontos que estão, por acaso, subtilizando o sistema, com o objetivo de verificar por que determinado município ou ponto (unidade) não está utilizando a Telemedicina.

Além de oferecer um atendimento ágil ao paciente, o sistema facilita a atuação do médico generalista (clínico) que, com o laudo em mãos, saberá como encaminhar o atendimento.

Assim, o paciente já sai da unidade onde foi atendido regulado, e não precisa ser encaminhado para outros locais.

Isso porque, com o diagnóstico recebido, vai direto para a unidade de saúde mais próxima.

Se precisar de implante de marcapasso, por exemplo, será levado para um hospital que faça atendimento cardiológico.

Se for um infarto, o médico que o atendeu vai ter à sua disposição, um cardiologista como segunda opinião para auxiliá-lo nos primeiros procedimentos.

Cada eletrocardiograma feito pela Telemedicina fica guardado em um banco de dados e poderá ser comparado no período de dez anos para posteriores avaliações.

A Sesap terá, assim, uma área de epidemiologia cardíaca, com possibilidade de identificar as ocorrências cardíacas como infartos e bloqueios no RN, o que pode auxiliar na tomada de medidas de planejamento e tratamento das doenças.

Texto: Kelly Barros.

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