VÂNDALO, LADRÃO E SAQUEADOR TEM EM TODO CANTO

Posted by casciano in Cidades, Comportamento, Educação, Esportes, Política | Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comment

Há enganos nas afirmações de que os vândalos, os ladrões, os saqueadores e os criminosos assumiram o comando e a liderança das manifestações públicas ocorridas em todo o país, motivadas pela frustração e pela indignação do povo brasileiro com os desmandos com dinheiro público.

Não, eles não assumiram o comando. Eles são manifestantes mais exaltados, pessoas impulsionadas pela emoção do sentimento de frustração e de indignação que atinge a maioria dos brasileiros.

Mas, seria possível controlar a emoção de quem vai para as ruas protestar, lutar por mais investimentos em saúde, educação, segurança, enquanto o governo gasta absurdos com estádios de futebol faraônicos e pessoas morrem à míngua sem atendimento nos hospitais públicos? Enquanto o ensino público público desanda e é necessário pagar por uma formação acadêmica? Enquanto muitos são assassinados diariamente nas ruas, em assaltos e outras situações de violência?

Seria possível controlar a emoção de quem vai para as ruas lutar contra o aumento nas passagens de ônibus, porque não vai mais conseguir pagar o transporte público para ir e vir ao trabalho, à escola e às atividades de lazer? Enquanto o Governo Federal concede isenções absurdas para a indústria automobilística privilegiando o transporte individual e penalizando o transporte coletivo?

Seria possível controlar a emoção de quem vai às ruas defender a honestidade para os negócios com dinheiro público, enquanto uma minoria de vândalos, ladrões, saqueadores e criminosos se mantém infiltrada nas instituições oficiais vandalizando, roubando e saqueando o dinheiro do povo? Enquanto criminosos assumem cargos públicos e postos de comando na estrutura do Estado? Enquanto criminosos alteram as leis do país, ao bel prazer, para proteger o vândalo, o ladrão, o saqueador e o criminoso? Criminosos já condenados em última instância pela Justiça brasileira.

Parece-me que nem o Congresso Nacional e nem o Governo Federal, sem precisar citar Governos Estaduais e Prefeituras Municipais, conseguiram se livrar de vândalos, ladrões, saqueadores e criminosos.

Todo mundo sabe que há vândalos, ladrões, saqueadores e criminosos no Governo Federal, nos Ministérios, no Congresso Nacional, no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, nos Governos Estaduais, nas Assembleias Legislativas, nas Prefeituras, nas Câmaras Municipais e também no Poder Judiciário, mas a legislação brasileira não consegue pegá-los e muito menos puní-los.

Se as próprias instituições oficiais do Brasil, onde há processos cheios de critérios para se chegar até lá, não conseguem se livrar dos vândalos, ladrões, saqueadores e criminosos, como esperar que um movimento público, com dezenas ou centenas de milhares de manifestantes, onde não exige inscrição e nem há exigência de critérios para participação, vai conseguir esse feito?

Querer imputar vandalismo, ladroagem, saques e crimes as manifestações de insatisfação do povo é que é crime.

Crime contra a liberdade de opinião e de expressão que está na Constituição Federal e é um direito do povo.

E se há culpados por situações de conflitos e destruição de patrimônio, essa culpa não é do povo. Essa culpa é do governo, a quem cabe proteger o patrimônio público e o patrimônio particular, através dos seus órgãos de segurança.

Se queimam carros e quebram vidraças de lojas, de shoppings e de escolas, e porque o Estado e a sua Segurança Pública estavam ausentes.

O culpado é o Estado que se ausenta de onde deveria estar para proteger cidadãos e patrimônio.

É por aí!…

 

One Response to VÂNDALO, LADRÃO E SAQUEADOR TEM EM TODO CANTO

  1. junior gurgel says:

    Grande lição caro amigo, os meliantes estão nas grandes casas, Parabéns.

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